Dor lombar: um problema comum, mas que não deve ser ignorado:

A dor lombar, mais comumente conhecida como “dor nas costas”, é uma das queixas mais frequentes na minha rotina médica e em todo o mundo. Você sabia que aproximadamente 80% da população irá sofrer com esse problema em algum momento da vida? A faixa etária mais comum é entre 30 e 50 anos.

Importância global e econômica

A dor lombar causa um grande impacto na qualidade de vida e nas atividades do dia a dia, além de gerar custos significativos para o sistema de saúde e para a economia como um todo, sendo a principal causa de incapacidade funcional e afastamento do trabalho no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, muitos pacientes acabam recorrendo a múltiplas consultas, exames e tratamentos, o que gera um importante impacto financeiro direto.

O que causa a famosa “lombalgia” (dor lombar)?

Ela pode ter múltiplas causas, que variam desde alterações posturais até doenças mais complexas da coluna. Algumas das causas mais comuns incluem:

  • Má postura e sobrecarga da coluna no trabalho ou em atividades repetitivas;
  • Sedentarismo e fraqueza muscular, especialmente na região abdominal e do lado da coluna;
  • Hérnias de disco, que podem comprimir nervos e causar dor irradiada (como a ciática);
  • Doenças degenerativas (“desgaste das articulações”)
  • Alterações inflamatórias ou infecciosas na coluna;
  • Fatores psicológicos e emocionais, como estresse crônico e ansiedade, que podem piorar ou perpetuar a dor.
  • Histórico familiar de problemas na coluna

Ok, doutor, e como podemos tratar?

Felizmente, a maioria dos casos de dor lombar pode ser tratada de forma conservadora, ou seja, sem necessidade de cirurgia. Entre as principais opções estão:

  • Fisioterapia e reabilitação funcional: fortalecem a musculatura de sustentação da coluna;
  • Mudanças no estilo de vida, com prática regular de atividade física e correção da postura;
  • Medicamentos para dor e inflamação, quando indicados;
  • Bloqueios analgésicos e procedimentos minimamente invasivos, realizados por especialistas, para alívio de dores mais resistentes;
  • Cirurgia (apenas indicada em casos específicos, como hérnias com compressão severa de nervos, estenose de canal ou instabilidade vertebral)

Como Neurocirurgião Funcional, minha atuação vai além da cirurgia: avalio cada paciente de forma individualizada, buscando identificar a real origem da dor e propondo um plano de tratamento personalizado, que muitas vezes envolve técnicas modernas de neuromodulação, reabilitação e procedimentos pouco invasivos que ajudam a restabelecer a função e qualidade de vida do paciente.

Assinatura

Dr. Hugo Akio | Neurocirurgião

CRM-PR 38.743 | RQE 31.925